Vidas marcadas


Uma pausa .

 

Depois de um ano escrevendo coisas simples neste blog e conquistando amigos, resolvi – por motivos pessoais que não gostaria de declinar – fazer uma pausa por tempo indeterminado. Deixo meu abraço afetuoso a todas queridas pessoas - abaixo relacionadas em ordem alfabetica - que honraram-me com comentários generosos, motivadores e cheios de amizade.


Angel – Angela – Angela Ursa - Angelica – Ana – Ana Bacelar – Ana Carolina – Ana Lucia – Ana Marisa Costa – Adelaide Amorim – Andre Sam – Antonio Rocha . Bené Chaves – Caila – Ceci - - Claudia Perotti - Claudio costa – Clareinsone - Conde Moai – Cáritas Souza – Cassia Carlos Rufato – Dô – Daniela - Daniela Mam – Denis Medeiros – Darlam – Dacio Jaegger- Diego – Drika Flor – Debora Belentani - Dira – Eduardo – Eliza - Fabio TV – Fabiano Cavalcante – Feliz Rodrigues - Francisco Sobreira – Greengir – Grace Olsom – Giorgia – Honey –

Ismael Cirilo – Izabel Felipe – Iara - Jota Efe – João Henrique -Janaina -Jonatam - Jessica – Julio Cezar - Jorge – Jose Renato – Keops – Katia – Kel - Léia Machado – Lucia – Lena – Luciana – Lari – Loba - Lili – Manoela – Mr.Sam – Maluca – Marli – Maria Aline – Max – Marinho – Magui – Mirtes – Manoel Carlos – Manuel -

Math – Marconi Leal -Mary – Marcia – Moacir Caetano – Miriam – Marcelo – Mercia – Monica – Monica Visão da Vida - Marco Aurelio – Nanci – Nilza – Nei - Ordisi Raluz – Patricia – Paula – Rubo Medina - Rhô – Sara Melo - Suzana – Saramar – Santiago – Samara –

Sheila Capri – Sandra – Sergio – Stoducto – Santa – Tere – Tiago Quintela – Rosa –

Ribamar Guedes – R&R – Rosemari – Val – Viscondi – Vitor Cintra – V.G – Verônica –

Vera Froes - Vania – Yvone – Ursula – Zeca.


Um grande beijo em todos e até a próxima oportunidade.













Escrito por Manoel Donini às 11h48
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Consciência Negra-Homenagem.

 

O sino da igreja soava lento e triste naquela tarde; “deem – deem- deem... doom – doom – doom... “. Eram sons que enchiam de tristezas os moradores da pacata cidade, porque quase sempre, os sinos tocados daquele modo estava comunicando o funeral de alguém...

E de fato o féretro acabava de sair pela porta principal da igreja com destino ao cemitério. Homens , mulheres e crianças formavam duas filas para acompanha-lo, era muito querida a pessoa cujo corpo era levado para a sua ultima morada.Muito triste e em completo silêncio, as seis moças, três de cada lado;  iam segurando as alças do caixão. Elas andavam cabisbaixo, pareciam movimentar os passos de acordo com o badalar choroso dos sinos: deem – deem – dem...doom – doom – doom...

Era o funeral de Divina, uma bonita jovem de 20 anos de idade, de cabelos claros e olhos esverdeados , que morrera após ingerir formicida tatu, que o seu pai usava para matar formigas na sua fazenda. Divina era apaixonada pelo seu namorado Lázaro, mulato, filho de pais negros, um moço que usava terno e gravata, em virtude de sua atividade de contínuo no Banco Mineiro da Produção. Ele era um rapaz muito querido na cidade, pela sua simpatia – era bem educado e vivia dando risadas – e por causa da sua atividade de entregar correspondências do banco, aos clientes, tinha amizade com todo mundo do lugar.

Somente o fazendeiro Josenildo Franco , pai de Divina, odiava-o, unicamente por causa da sua raça negra. E sendo assim, fazia pressões permanentemente, tentando fazer a filha terminar o namoro. Uma noite antes de morrer, Divina criou coragem e, ficou muito mais tempo nos braços do seu amado, namorando num banco do jardim central da cidade. Antes de sair de casa para se encontrar com Lázaro, tinha ouvido do seu pai uma terrível ameaça, ele disse-lhe que se ela não terminasse o namoro, ele mandaria matar o rapaz.

Naquela noite, além de todos os carinhos e beijos, os dois fizeram juramentos de não permitir deixar que jamais alguém os separassem, aquele era um amor eterno...

Lázaro voltou para sua casa, após despedir-se de sua amada, com sua alma banhada num mar de felicidades, mas não conseguia entender o comportamento de Divina, naquela noite, ela parecia ousada e sem medos, quando despediu-se dele e estava indo embora, foi gritando de longe o seu nome, e mandando-lhe beijos com as mãos:

__Eu te amo Lázaro, eu te amo.Nunca se esqueça disto, haja o que houver.O nosso amor é maior que este mundo... Eu te amo, amo, amo, amo...

Logo que o sino começou as badaladas fúnebres, a noticia do suicídio de Divina começou a se espalhar na pequenina cidade... Lázaro estava no seu local de trabalho e sentiu uma inexplicável e terrível tristeza ao ouvir os sons do sinos da igreja, que ficava bem ao lado do prédio do seu banco.Lá também a noticia se espalhou rapidamente e, todos ouviram o grito de dor do pobre rapaz ao saber da noticia:

__Naaaaõ !!!

Ele caiu desmaiado e tiveram que leva-lo a um ambulatório, onde um médico prescreveu-lhe fortissimo calmante. Meio grogue, ele nem pode se despedir daquela que; ele dizia ser a pessoa que ele mais amava no mundo.

No cemitério, ao lado do túmulo onde Divina era sepultada, a comoção das pessoas era quase geral, com exceção de Josenildo Franco que dizia, com ares de certo contentamento:

__Este foi o melhor casamento que minha filha fez...

É um caso de racismo veridico, ocorrido há mais de 50 anos, condenado pela maioria das pessoas da cidade....

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Escrito por Manoel Donini às 16h07
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Culpa da vizinha.

 

 


Gilberto e Norma estavam casados há muitos anos, durante muito tempo parecia existir um grande amor entre eles, mas ultimamente Norma sentia medo, porque desconfiava que o amor do marido vinha se esfriando. Ambos eram saudáveis e, logicamente então era a atração física responsável pela mágica que os mantinham carinhosos um com o outro, com aparência de felizes.

Mas o amor de verdade – aquele sentimento de cumplicidade, a vontade de um estar sempre perto do outro, oferecendo apoio incondicional em qualquer circunstâncias , parecia não mais estar existindo.

A natureza feminina de Norma, agindo como um termômetro sensível, indicava-lhe que o relacionamento deles vinha perdendo a intensidade, eles se abraçavam e se beijavam cada vez menos, e as relações íntimas já sem tanto vigor iam ficando cada vez mais raras.

Norma perdia horas de sono todos os dias tentando adivinhar o que teria acontecido... Quais seriam as razões ? Será que suas mudanças física próprias da idade, estariam motivando o marido não sentir mais encantos por ela ? O marido não poderia ter arrumado outra mulher – ela pensava - pois Gilberto jamais saia de casa sem ela... Mas tanto ela o observava que acabou notando algo extranho no comportamento dele. Ele sempre fora do tipo que tomava banhos rápidos, que não se conformava com quem fica muito tempo no banheiro consumindo água e energia elétrica em demasia. Mas ultimamente vinha demorando muito nos banhos. E foi por meio destas observações que Norma acabou inesperadamente um dia encontrando respostas para o enigma...

Do vitrô do banheiro da casa deles dava para ver o quintal do vizinho, que tinha uma grande e linda piscina. E a vizinha jovem e bonita de nome Amélia, tomava banho na piscina completamente nua, quase todos os dias daquele verão. O marido dela saia cedo para o trabalho e suas crianças pequenas iam para a escola, sozinha em casa ela tirava suas roupas e ia para a piscina. E era exatamente no mesmo horário que Gilberto ia para o seu banho demorado, para atravéz do vitrô do seu banheiro ficar olhando aquela maravilhosa visão. Gilberto e Amélia não se falavam, mas pelos modos de um olhar para o outro, ficava claro o que sentiam...

O romance mudo deles não passava de beijinhos atirados com as mãos, sendo provável que viesse a evoluir se, um dia , ele não tivesse deixado descuidadamente aberta a porta do banheiro, permitindo que Norma o apanhasse em flagrante.


Norma brigou furiosamente com ele, mas em poucos dias acabaram se reconciliando, porque chegaram á conclusão que uma separação traria-lhes sérios transtornos e, principalmente para a vida dos três filhos ainda pequenos que ambos amavam muito.

Posteriormente quando Norma se lembrava do caso, ela pensava:

__Como pude ser tão tola e desligada ? - pois o Gilberto vivia ultimamente cantando o tempo todo uma música antiga de autoria do ator e compositor Mario Lago, que diz : “ A Amélia que é a mulher de verdade “ - Ainda bem – concluiu Norma – descobri tudo em tempo hábil, pois caso contrario o meu casamento teria ido para o brejo, por culpa da vizinha.




Escrito por Manoel Donini às 09h22
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Um caso do Ceará.

 

Além, muito além daquela serra , que ainda azula no horizonte, nasceu Iracema... Estamos nos referindo ao Ceará, terra de ilustres personagens do cenário político, artístico e cultural brasileiro, entre eles o grande escritor José de Alencar, autor de Iracema.

Era de lá o personagem Alfredo Tibério, um homem viuvo,de cinqüenta e seis anos de idade, que se sentia solitário desde o falecimento da sua esposa e, da mudança dos seus dois filhos para São Paulo..

Ensinaram-lhe um remédio para livra-lo da solidão, procurar uma nova companheira. Por isto ele resolveu por em pratica uma sugestão que fizeram-lhe moradores da sua cidade Iguatú, uma viagem à pé, até o Santuário de São Francisco de Canindé, um santo conhecido como o protetor dos solitários.

A cidade de Canindé, berço do santuário de São Francisco, ficava há poucos quilômetros de Iguatú, mas mesmo assim a viagem seria um pouco demorada, porque deveria ser feita a pé e descalço, conforme o voto de penitencia. Alfredo Tibério levou apenas dois embornais de couro nas costas, nos quais colocou uma toalha de rosto, uns pedaços de carne seca e farinha de mandioca. Logo que começou a andar ele percebeu que o asfalto da estrada estava tão quente que , daria para fritar ovos... Quando ele já atingia a metade do caminho, sentiu-se muito exausto, e então parou para descansar debaixo de uma frondosa arvore à beira da estrada.

Ascendeu um fogo com lenha e começou a assar pedaços de carnes, quando de repente ouviu barulhos de alguém que estava se aproximando. Ele ficou impressionado ao constatar que era uma mulher, porque era um lugar um pouco deserto...

A mulher se aproximou e o cumprimentou:

__Boa tarde meu Sinhô :

__Boa tarde - ele respondeu - aproxime-se...

Em poucos minutos, impressionado, Tibério tinha descoberto que aquela mulher jovem e bonita, também ia à Canindé com o mesmo objetivo dele, pedir graças a São Francisco para ajuda-la a arrumar um marido. A mulher tinha trinta e sete anos de idade, e era filha única de um casal que tinha morrido há dez anos. Preocupada em cuidar dos pais idosos, ela acabou se tornando uma solteirona.- ficou para titia, ela falava...

Ela também vinha a pé de Iguatú, estava cansada e precisando de alimentos Os olhos de Tibério estavam arregalados, prestando atenção à cada palavra de Izildinha - era o nome da mulher..

Tibério pensava :

""Será , meu São Francisco do Canindé, que esta mulher é o milagre que eu estava procurando? Coincidentemente eram dois solitários, famintos de amor, num local deserto...

Conversavam à distância, enquanto comiam carne com farinha, mas depois, num momento que passava uma caneca com água para Tibério, Izildinha fez sua mão tocar a mão dele, um toque malicioso e sensual...

Depois disto já conversavam com olhares em brasa, e de repente o primeiro beijo, parecendo de dois adolescentes apaixonados. Mais tarde, ambos seguiram juntos a viagem até ao Santuário de São Francisco de Canindé, mas nada mais tinham a pedir, agora iam simplesmente agradecer, a fome estava saciada, o milagre havia acontecido...




Escrito por Manoel Donini às 18h32
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A montanha

 

Quando eu era menino de dez anos de idade, morando na cidade que nasci em Machado, Minas Gerais, uma tia que estava passando uns dias em minha casa disse á minha mãe , um dia antes de retornar para a sua casa:

__Aqui; Nicota. Deixa eu levar o Manézinho para passar uns dias conosco em nossa casa em Pouca Massa ?

__Deixo sim , uai ! - minha mãe respondeu

E assim, no dia seguinte eu estava naquele lugarejo pacato , composto  apenas de de uma igreja católica no alto de um morro , e uma longa rua sem pavimentação que descia o morro , tendo em ambos os lados fileiras de casinhas de tijolos sem rebocar. Era o primeiro local que eu conhecia  fora de Machado, por isto Pouca Massa parecia para mim um lugar encantado, maravilhoso. O lugar era marcado por uma caracteristica peculiar,l era a  imensa quantidade de laranjeiras, em todas as casas haviam pés carregados de laranjas. Eu estava tão feliz que até me esqueci de um grande problema que me acompanhava. Eu fazia xixi na cama a noite quando ia dormir. Então evidentemente acordei no dia seguinte todo molhado, sendo alvo de gozações dos meus primos que tinham mais ou menos a mesma idade que eu.

Por isto que no segundo dia, com medo de passar novo vexame diante dos meus primos, levantei- me bem cedo, ao nascer do sol, e enquanto todos estavam dormindo sai para dar uma volta pelo lugar. Naquele silencio total comecei a andar por um estreito caminho ladeado de arvores, que saia pela parte de trás da igreja. Após uns dez minutos de caminhadas encontrei uma porteira, que abri cuidadosamente com medo que o ranger da madeira pudesse acordar alguém, e continuei andando até chegar ao pé de uma gigantesca montanha. Fiquei observando que o verde não predominava sobre aquela montanha, apenas no seu cume haviam algumas vegetações. Ela era coberta por muitas pedras cinzentas, dispostas ao redor de uma muito grande que ficava no centro. Encantado com aquela visão, eu dava asas á minha imaginação. As pedras me pareciam figuras humanas, e aquela do centro parecia- se com um homem gigante. O sol era o maior artista, naquela minha dramática observação, ele refletia a sua luz e os seus raios inundavam a montanha  até a sua base. Para mim era um grandioso espetaculo da  natureza !

Sentei-me á beira de um caminho e fiquei admirando aquele monstro de pedras e terra. Era tão alta que me dava a impressão de estar tocando os céus. Fui observando, analisando e falando para mim mesmo, em voz baixa:

     “ Meu pai é muito alto, e eu sou muito pequeno ainda. Mas logicamente que o meu pai também já foi pequeno e cresceu;  como a montanha. Logo, eu também vou crescer e ser grande como o meu pai. Mas também a montanha  teria sido pequena e crescido. E sendo assim; a  nossa vida tinha características em comum com a montanha. Aquele  raciocínio que se transformava em palavras que iam rimando de repente  se transformou no poema a seguir:


 

 

Continua abaixo.















Escrito por Manoel Donini às 14h47
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A montanha -continuação

 

Eu vejo a montanha ,

Toda colorida

É uma coisa estranha,

Ela se assemelha á nossa vida.


Cresce sem parar,

Aproxima-se do céu,

Seu cume no ar,

Parece  coberto com um véu.



Ornada por matas , parecendo uma grinalda de flores

E aos meus olhos retrata

Tantos esplendores.

Se um viajante por aqui passar ,

Todo admirado

Para ela erguerá o seu olhar , e ficará inspirado

Vendo aquele gigante de terra.

Imaginará ele num Pais encantado , triunfando na guerra.


A nossa vida também cresce,

Cresce como a montanha

Que coisa estranha ,

Cresce sem parar

Cresce em estatura,

Em bravura.

Em inteligência

Chega a altura ,

Da glória.


Sofre, triunfa, morre.

É de dar dó ,

Depois de ir tão alto

Nossa vida,

Como a montanha,

Torna-se em pó. ..




Escrito por Manoel Donini às 14h42
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Bravo Floresta !

 


Caetano era um afixionado por jogo de bochas.Todos os dias ele ia a um clube para treinar, se não houvesse parceiros, ele ficava brincando sozinho, rolando as bolas de madeira durante horas e horas sobre o chão nivelado e alisado com terra de cupim.

Ele gostava tanto do jogo de bochas que, ficava feliz até vendo o zelador do local passando o rastelo de madeira sobre o chão de terra batida, chamado de cancha, que media 3,50metros de largura por 24 de comprimento, tendo em volta um cercado de tábuas de 30 centímetros de altura. A terra de cupim deixava o chão nivelado, bem alisado, pronto para uma deliciosa partida.. Um dia o zelador ficou doente e parou de trabalhar ali, então Caetano pediu ao dono do local para admitir o seu filho Nezinho, um garoto de 12 anos de idade. Nezinho adorava aquele trabalho, principalmente porque tinha oportunidade de ver jogando, o mais famoso jogador da cidade, apelidado de Floresta, que por acaso era o seu pai.

Mas os jogadores dali tinham um lamentável hábito, apostavam dinheiro em cada partida. E na maioria dos jogos existe o dia de azar, e era aquele o dia de azar de Caetano. Ele já tinha perdido todo o dinheiro  do bolso, reservado para comprar alimentos em sua casa. Então, derrepente,teve  uma idéia absurda e arriscada, obrigou o filho Nezinho a entregar-lhe o dinheiro do patrão, que tinha sido arrecadado naquele dia com a venda de bebidas e o aluguel das canchas. Nezinho hesitou, mas Caetano insistiu, disse ao filho para ter confiança, ele ganharia com certeza aquela ultima partida. O seu adversário era o Vitorio Bonetti, outro campeão daqueles campos de bochas, da cidade de Machado, em Minas Gerais.

A dinâmica do jogo é mais ou menos a seguinte:Uma bola de madeira bem mais pequena – chamada de bolinho ou balim – era rolada para a frente pelo jogador com menos pontos na partida anterior, e ambos os jogadores rolavam as bolas maiores, ou bochas, de 10 centímetros de diâmetro e pesando aproximadamente 1, 400 kgs, para próximo do bolinho.Marcava pontos quem tivesse suas bolas mais próximas do bolinho, que estava lá na frente, mais no final da cancha. Na época as régras permitiam que um jogador pudesse atirar uma bola por via aérea, para tentar tirar a bola do adversário próxima do bolinho, objetivando reverter a posição dos pontos do adversário. A ultima bola jogada pelo Vitorio Bonette, estava beijando o bolinho - como costumavam dizer- colada nele. Caetano olhava preocupadissimo aquela situação. Nezinho torcia e rezava, pois o seu desespero era grande, ele achava que o seu pai já estava com a partida perdida, não havia mais como reverter o jogo:

__Como farei para prestar contas ao meu patrão?- o menino pensava muito aflito, desesperado !

No ambiente reinava completo silêncio, muitas pessoas que estavam assistindo o jogo, torcedores ou apostadores, olhavam tensas para o Caetano. Ele segurava a ultima bola na mão direita aberta, com a palma virada para cima, mantinha o braço a altura do seu rosto,estendido horizontalmente para a frente. Seu olho esquerdo estava fechado enquanto ele mirava com o olho direito, a bola do adversário. Quando atirasse a sua bola teria de acertar a bola inimiga, se errasse perderia a partida e o dinheiro.Mas então aconteceu algo extraordinário!... Caetano vagarosamente andou três passos para a frente, balançando o braço esticado, cuja mão segurava a bola e, num impulso atirou-a via aérea, acertando frontalmente a bola do inimigo, tirando-a de onde estava, colocando a sua exatamente no mesmo local.- beijando o bolinho !

Foi uma jogada sensacional !. Muitos homens presentes no local,batiam palmas e olhavam emocionados para o menino Nezinho que gritava com os olhos cheios de lágrimas:

Bravo Floresta ! Bravo Floresta ! Bravo Floresta !

Pai e filho se abraçavam tomados de emoção, foi o melhor abraço de suas vidas..

Obs.Quero pedir aos meus amigos para visitarem um inteligentissimo blog, clique http://paliavana4.blogspot.com



Escrito por Manoel Donini às 10h25
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Com um anjo nos braços

 


Eu estava num domingo á tarde fazendo compras num supermercado, próximo da minha casa, quando lá observei uma jovem mulher empurrando com uma das mãos, um carrinho de compras, e com a outra mão ela segurava encostado em seu peito, um menino que parecia estar pesando em seus braços.

Mas chegando mais perto da mulher, percebí que o menino era uma criança excepcional; cheia de deformações físicas e provavelmente anomalias também mental. O coitadinho tinha olhos grandes e desfocados, seus dentes eram grandes e encavalados em gengivas bastante deformadas, seus braços muito finos mantinham mãos dobradas como um esquadro, á altura das munhécas. As pernas eram também muito fininhas e tortas, o corpo molengo se mantinha estirado sobre o peito da mãe.

Depois de longo tempo observando, mesmo com disfônia na voz, perguntei á mulher:

__Como a senhora consegue carrrega-lo por tanto tempo, suportando o peso dele nos seus braços ?

__Estou acostumada – ela respondeu - faço isto pelo meu querido filhinho há nove anos, desde que ele nasceu, porque ele nunca conseguiu andar – ela completou.

Eu tinha saido chateado da minha casa por causa de uns probleminhas familiar, mas retornei envergonhado depois de constatar por meio daquele quadro que, eram tão insignificantes as coisas que me afligiam. Pois meditando no caminho de volta, cheguei a conclusão que eu tinha visto um anjo carregando outro nos braços.



Escrito por Manoel Donini às 22h00
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Cuidado com o Bozó.

 


No meu bairro havia um clube, cujas piscinas eram uma tentação para mim e meus filhos quando pequenos, um local muito agradável onde estávamos praticamente todos os domingos de sol. O clube infelizmente foi fechado, devido a má administração acabou mergulhando numa insustentável situação financeira, até hoje sentimos muitas saudades.

Ele foi palco de um acontecimento muito engraçado, que resolvi transformar em um post, para conhecimento dos amigos que nos visitam, talvez possa servir para alguns desopilar o figado, quero dizer; dar umas risadas.

Eu e minhas crianças, estávamos um dia saindo para ir desfrutar das piscinas, quando um rapaz, meu primo, chamado de Bozó, chegou á minha casa para nos visitar, não tive outra alternativa se não leva-lo conosco ao clube. Ele é um sujeito alegre e agradável, mas tem que tomar medicamentos fortes, por causa de doenças psico-emocionais, e as vezes tem comportamento anormal, age com raciocínio de uma criança..

Eu consegui faze-lo adentrar ao clube como visitante, mas não nas piscinas, porque não sendo sócio, logicamente estava sem atestado médico para a finalidade.

O sol era de arrebentar mamonas e fritar ovos no asfalto, por isto o Bozó não se conformava de não poder estar entre nós, brincando e divertindo nas águas frias e cristalinas,e entre muitas garotas bonitas de biquinis...Então ele resolveu bolar um plano para adentrar o local, e disse que pensou o seguinte: “ O dinheiro é a solução para quase todos os problemas, daria dinheiro ao rapaz que vigiava a catraca da entrada dos vestiários, diria que tinha esquecido sua carteirinha de sócio , mas precisava entrar para transmitir um recado de urgência ao seu primo. E por pouco mais de vinte reais ele realizou o seu intento, mas não tinha levado calção de banho, resolveu então entrar na água de cueca branca e transparente. Logicamente que algumas pessoas reclamaram e em poucos minutos o salva-vidas estava expulsando-o dali, principalmente porque ele era um sujeito grandalhão que, com roupa inadequada e escandalosa, estava causando constrangimentos, principalmente ás mulheres e crianças. Ao ser abordado, muito nervoso e envergonhado, ele saiu correndo, com o salva-vidas atrás dele, e naquele momento eu soube da sua presença no local, por causa do estrondo das gargalhadas.

O coitado correu desesperado para o vestiário, mas desgraçadamente entrou por engano no vestiário das mulheres, e elas , nuas, trocando roupa, abriram a boca a gritar: __Socorrooooo. Socorrrooo... peguem o tarado....

A essas alturas já haviam muitos homens juntamente com o salva-vidas em perseguição ao suposto tarado... A sua sorte foi eu ter chegado rapidamente ao local para explicar que o rapaz meu primo era boa pessoa, seu comportamento era por causa de problemas mental...

Doente mas, um bom caráter, por isto Bozó ficou mais de um ano sem ir á minha casa, ele sentia vergonha do acontecido, principalmente porque, muito tempo depois, lembrando do caso eu não conseguia evitar umas gargalhadas...




Escrito por Manoel Donini às 21h32
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Saudades da professorinha.

 

É na puberdade que o hormônio testosterona começa a produzir significativas transformações

na vida do homem.Começam a nascer os pelos masculinos, engrossam as cordas vocais, que vai tornando a voz mais grave, e logo aparece a atração física pelo corpo das mulheres.

Em muitos casos as manifestações do testosterona trazem inquietações e ansiedades, parecendo que a natureza grita dentro do corpo querendo explodir para fora fortes energias contidas.

Muitos pais ficam preocupados com os filhos homens nessa época, antigamente tinham até o habito de leva-los a casas de prostituição, e sem saber impondo-lhes riscos de doenças físicas e psicológicas. Mas em Campestre, cidade do sul de Minas Gerais, esta preocupação não existia, porque lá havia uma jovem negra, linda, de vinte anos de idade, chamada Maura, que tinha expontaneamente assumido a missão de ajudar os jovens da cidade na sua iniciação sexual. Ela dizia que era a sua especialidade e, se sentia a professora dos iniciantes. Vivia observando os meninos da cidade e, quando um já estava bem crescidinho, ela, esfregando uma mão na outra, de contente, dizia para si própria:

__Aquele breve estará no ponto...

Ela não podia ser considerada uma prostituta porque não fazia sexo em troca de algum tipo de pagamento, também não era adultera porque o adultério envolve pelo menos três pessoas, e ela era solteira e sem vinculo com nenhum homem, pois estabelecera para si um código de ética de, jamais fazer sexo com homem casado. Mostrando dentes alvos e simétricos, sorria dizendo sem nenhum pudor, que seu único pecado era amar. Quando ela se relacionava com os jovens, dizia-lhes que os amava. Mas dizia isto a todos e, a maioria das pessoas não ousavam duvidar das suas afirmações. Os jovens que recebiam as suas aulas diziam que ela era a melhor professora do mundo.

Tiago, um jovem que conhecemos, costumava dizer-me quando já adulto e casado, que , sentia saudades da professorinha, pois ele também fora aluno da escola da Maura. Seu contato com ela aconteceu num dia de eleições municipais em Campestre. Os partidos UDN e PSD disputavam os cargos de prefeito e vereadores da cidade. Os correligionários e militantes eram fanáticos pela legenda que defendiam, ninguém admitia a hipótese de perder as eleições. Na época já era proibido na cidade as vendas de bebidas alcoólicas nos bares, no dia das eleições, mas alguns botecos conseguiam burlar a lei. E assim muitos cabras eleitorais bebiam suas pingas e começavam a desafiar os adversários, chegando a situações dramáticas, até de assassinatos.

Um homem alto e musculoso, chamado Arizão, muito metido á valentias, não admitia que alguém falasse que o seu PSD seria derrotado. Mas um baixinho chamado Zequinha, cheio de coragem alcoólica desafiou-o dizendo que, a vitória seria da sua UDN. Então o Arizão meteu-lhe a mão na cara jogando-o para fora do bar. Zequinha caiu meio desmaiado sobre um monte de areia que havia do lado de fora, mas depois de alguns minutos, recuperando-se, entrou rápido como um raio no bar, e cravou um punhal no abdome do Arizão. O ferimento foi tão profundo que derrubou Arizão ensangüentado no chão, com as tripas praticamente todas para fora.

Tiago ia passando pelo local e, curioso por causa da aglomeração de pessoas, também parou para ver o ocorrido.

__Chamem um médico para socorre-lo - diziam alguns populares.

__Não adianta – diziam outros – ele já está morto.

Impressionado, ao ver o corpo do homem estirado no chão, Tiago nem via quem eram as pessoas ao seu redor, quando alguém falou com voz aveludada aos seus ouvidos:

__Ocê já tá no ponto moreninho, o que está esperando?

Era Maura que estava ali também no meio daquela pequena multidão, que aproveitu a ocasião para abordar Tiago, a quem ela vinha observando a algum tempo..E então, mesmo sendo um momento de tensões, pois um médico acabava de constatar a morte de Arizão, Tiago arrastou Maura para o gramado de um campo de futebol próximo dali. O local estava deserto naquele dia por causa das eleições, foi uma excelente oportunidade para Tiago, em que ele também fez virar a pagina da sua virgindade....

Á noite sentado no parapeito de um alpendre em sua casa, ele  olhava a lua cheia brilhando no céu, e se lembrava de Maura, negra, linda, anjo e rainha !


Este texto é parte do romance "Verdades nuas e cruas" que está em outro blog de nossa autoria.Se tiver tempo e paciência pra ler textos mais longos clique www.mc-donini.blog.uol.com.br



Escrito por Manoel Donini às 06h53
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Debaixo dos cafezais...

cafezal

 

João Broinha, um analfabeto ignorante que nunca esteve numa escola, era um fazendeiro mau e cruel, que nos anos cinqüenta morava na “ Fazenda dos lagos” na zona rural de Machado em Minas Gerais. Ele tinha uma filha única de nome Helena, uma linda jovem que aos vinte e três anos de idade nunca tinha estudado e nem namorado, porque o idiota do seu pai não deixava.

Mas um dia Helena não conseguiu mais conter as suas carências, e entregou-se debaixo dos cafezais da fazenda, ao Tiãozinho, um trabalhador rural por quem ela tinha se apaixonado – secretamente..

E ela ficou grávida naquela relação, mas teve de esconder a gravidez durante algum tempo, porque sabia que o pai mataria o Tiãozinho quando soubesse a verdade... Mas depois de refletir bastante, ela descobriu um jeito de relatar a situação ao pai, sem colocar em riscos a vida do seu amado. O pai tinha um amigo a quem considerava como a um irmão, dizia sempre que nunca lhe faria mal em nenhuma circunstância, e daria a vida por ele se fosse necessário, por isto Helena teve a idéia de dizer ao pai que estava grávida desse seu amigo. Ela imaginou que o pai faria o amigo casar-se com ela - o que ela nunca desejou – mas estaria salvando o seu amado. Porém, ela cometeu um grande engano, pois ao tomar conhecimento do fato, seu pai procurou o amigo e o matou com três tiros, sem dizer uma única palavra, e sem nenhuma chance para o amigo dar explicações.

Helena ficou desesperada, não suportava as dores na sua consciência e, acabou então, contando a verdade ao seu pai. E ai, com ódio sublimado, João Broinha apontou sua arma para a filha e disse:

__Meu amigo morreu inocente, por tua culpa, por isto ocê morre também.

E matou a filha grávida, na presença da sua esposa que implorava, desesperada, para que ele poupasse a vida da filha.

Depois do crime, para esconder-se da policia, o maldito fugiu para muito longe e local ignorado, deixando a esposa sozinha, amargurando a sua dor pelo resto da vida.

Manoel Caetano Donini.

 

  Um acontecimento dos anos cinqüenta - dramático e chocante - nada agradável de ler, poderia eventualmente servir para estimular alguém á refletir sobre as causas da violência dos nossos tempos ? Fiquem á vontade para comentar, opinando sobre o assunto ( se possível no haloscam que fica no lado esquerdo, porque facilita á quem escreve, e para darmos a reciprocidade.


“ Divulgando blogs amigos “ clique -visite.Se comenta-los, por favor ,fale que eu indiquei

http://rocha-fm.blog.uol.com.br        http://www.estantemagica.blogspot.com

www.deliciousfood.zip.net         http://www.agrestino.blogger.com.br

http://blogrochagenesis.zip.net    http://www.recantodasletras.com.br

Um registro: O maior numero de comentários "215 "  que já vi está em 11.07.2006 no blog www.luaempoemas.zip.net  da Nancy Moises, e foi ela que me incentivou a continuar meu outro blog

www.mc-donini.blog.uol.com.br , vejam lá " Uma onça debaixo do porão"

 



Escrito por Manoel Donini às 08h35
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O namorador cão Salomão.

A foto acima sugere Salomão mais jovem

Um lindo cão vira-latas de pelos marrom claros, apareceu em nosso Bairro há algum tempo atrás, faminto e com ferimentos. Mas ele foi acolhido com simpatias pelos moradores do bairro, que lhe deram alimentação e cuidaram dos seus ferimentos. Mas depois de sua recuperação, ele não quis saber de ir embora, gostou muito dos carinhos que recebia e acabou ficando no lugar.

Ele dormia numa pracinha central do bairro, e a sua presença proporcionava sensação de segurança aos moradores e estudantes que chegavam á noite em casa.

Um morador, carreteiro dono de um enorme caminhão, um dia sofreu uma tentativa de assalto, mas os assaltantes tiveram de fugir apavorados porque o nosso cão herói avançou furiosamente contra eles, livrando o morador de ser assaltado.

Os moradores que vinham pensando num nome para dar ao animal, resolveram chama-lo de Salomão, era o nome do carreteiro que foi salvo do assalto.

Salomão era um cachorro muito namorador, de vez em quando ele saia da praça onde dormia e ia namorar em outras Vilas vizinhas..

E um dia, num passeio noturno ele foi vagando, vagando, vagando, até parar diante de um portão onde havia uma cachorrinha Poodle que tinha conquistado o seu coração. Chegando ali, ele latiu, latiu, chamando a sua namorada. Mas teve uma surpresa terrível, foi atacado violentamente por um enorme Hotweiller que morava na mesma casa - que escapou por um portão mal fechado - deixando-o ensangüentado, caido no chão, e em conseqüências disto ele acabou morrendo...

Infelizmente a violência não existe somente entre os homens,  entre os animais há também os mais violentos, e Salomão estava á procura somente do amor...

Manoel Caetano Donini

Obs:- Acabei postando  duas vezes ( praticamente ) na mesma data, peço por favor, leiam o " Eta cafezinho bom " abaixo, pois, nele há recadinhos sobre nossos amigos blogueiros( um modo de fazer propaganda dos amigos, que penso, poderá virar um hábito entre nós.).Grato.

Uma curiosidade: O http://www.viabonito.com.br/pages/nomes.php  mostra o significado de nomes,se ainda não viu, clique e veja o significado do seu nome.

Meus amigos;Como anda as finanças de vocês? Pois eu ando rasgando DINHEIRO, vejam no post abaixo,é curtinho. Aproveitem e tomem um cafezinho comigo.

 

 



Escrito por Manoel Donini às 09h43
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Eta cafezinho bom !

 


 

Um dia comprando café num supermercado, fiquei pensando; quanto desenvolvimento tecnológico ! Eu tinha nas mãos uma bonita caixa com um quilo de café, que fora embalado á vácuo e vinha dentro de um pacote de papel aluminizado, e com selo de garantia de qualidade, e tudo mais...Meus pensamentos voaram então lá para Minas Gerais, para uma época em que eu era criança e minha mãe comprava café em grãos, que torrava numa panela de ferro, moia numa maquina manual caseira, e depois de fervido na água passava num coador de pano, preso num cabo de arame.

Em tudo isto, nada de extraordinário; mas um dia meu pai me mandou ir comprar um quilo de café no sitio do seu compadre Emílio. Ele me deu uma nota de 10 contos,( não tenho certeza quanto a moeda da época) e disse:

__Aqui; cê compra um quilo de café e traga a metade da nota de troco..

No caminho eu fui pensando; se tem de voltar a metade, então porque ele me deu a nota inteira ? Querendo ser esperto, rasguei a nota pelo meio e entreguei a metade ao compadre Emílio. Meio desconfiado, mas sendo amigo do meu pai, o compadre não quis criar constrangimentos, pegou a metade da nota e me deu o quilo de café, sem dizer nada..

Quando cheguei em casa, e devolvi a metade da nota de troco, meu pai correu pra pegar o rabo-de-tatu pendurado numa parede...Mas felizmente minha querida mãezinha o enfrentou e livrou-me de tomar uma bela sova.

Apesar desta lembrança um pouco traumática, adoro tomar café, e quando tomo sempre falo:

__Eta cafezinho bom !


Manoel Caetano Donini


Olá amigos blogueiros, muito obrigado pelo grande numero de comentários no Canto do Uirapurú...Quero aproveitar o espaço disponível para sugerir a quem ainda não conhecer, uma deliciosa mini-serie “ Dulcinéia”  clique no http://dulcineia.blogspot.com , e também pedir-lhes pra visitar o  http://ontemehoje.blogspot.com do Ismael, com 82 anos de idade ( lúcido, bonito) contando coisas tão gostosas de ler.

E mais um recadinho: " Eu acho interessante ter amigos blogueiros participando no orkut, eu gostei de ser adcionado pelos amigos dos blogs http://complicacoessobreonada.zip.net  http:www.estantemagica.blogspot.com  http://pauladandolini.blogspot.com  http://www.agrestino.blogger.com.br  e http://beijos.flog.oi.com.br , até porque a maioria coloca a foto, permitindo-nos conehece-las melhor. Fica ai a sugestao.



Escrito por Manoel Donini às 15h52
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O canto do uirapurú

 

O uirapurú é um pássaro pequeno, de aparência inexpressiva, mas quando canta mexe com o coração da gente.

Houve uma época em que eu ouvia um programa de jornalismo da rádio bandeirantes todos os dias, principalmente porque o canto desta ave era usado como prefixo do programa.

Diz uma lenda que uma índia que era apaixonada pelo cacique da sua tribo, se matou porque o seu amor não era correspondido por ele, mas depois que morreu ela se transformou num pássaro que vivia enchendo as matas com o seu canto triste, cujo pássaro era o uirapurú.

Já ví um repórter da tv tentando filmar este pássaro numa mata , para uma matéria para a sua emissora. O repórter disse ter sentido uma enorme paz de espírito quando conseguiu localiza- lo e ouvir o seu canto. Enquanto o uirapurú cantava várias estrofes diferentes, os demais pássaros da floresta ficavam mudos para ouvi-lo – dizia o repórter.

Eu já pedi e alcancei muitas coisas de Deus em minha vida, mas gostaria que ele me permitisse realizar mais um desejo, poder ouvir ao vivo numa mata o canto do uirapurú.

Manoel Caetano Donini

Quem não conhecer e desejar ouvir o canto do passaro clique em  http://ursasentada.blogspot.com



E ainda, aproveitando o espaço ( coisa rara no uol) pergunto aos colegas blogueiros:

Você se enquadraria como um dos blogeiros a seguir?

Blogueiro Gugú – so posta aos domingos

Blogueiro politico – so visita pra pedir votos

Blogueiro Xuxa - no comentario so manda beijinho

Blogueiro compulsório- posta, comenta e ainda manda e-mail

Blogueiro pai-nosso - visite só o meu reino, ao vosso reino nada

Blogueiro fuso-horario- quando todos estão dormindo, ele está postando

Na realidade encontrei a curiosidade ( engraçada) num outro blog que indico para quem ainda não conhece, lá existem outros 25 tipos mais de blogueiros. Se voce gostar fale-me por favor.

clique aqui.

Http://cherryblog.zip.net    postado em 18.04.2006


Quero também pedir desculpas ao amigo Rubo e Paula Dandolini pela repetição do canto do uirapurú.



Escrito por Manoel Donini às 23h33
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Poços de Caldas.

 


Poços de Caldas, cidade turística no Sul de Minas Gerais, onde o meu pai morava, era chamada por ele de: “ cidade das rosas “ , ou , “ coração da América do sul, ou ainda “ sala de visitas do mundo.

Meu pai ensinou-me a gostar tanto da cidade, por isto me empolguei á escrever este pequeno texto, baseado em noticias divulgadas pela mídia, encontrei-o no fundo de uma gaveta.

Classificada em 26º lugar no ranking mundial de assistência á saúde da criança de 0 a 6 anos de idade, Poços de Caldas foi considerada pela UNICEF, na época, como principal modelo em assistência á saúde da criança, no Brasil.

As diversas medidas desenvolvidas pelo programa envolvia hospitais públicos, creches e escolas, tendo como um dos focos principais, atenção especial com a qualidade da merenda escolar.

Foi um programa vitorioso, pois produziu expressivos resultados na redução dos índices de mortalidade infantil.

Então; pretensioso, resolvi imitar o meu pai, e também arrumei um novo título para a cidade: “ Poços de Caldas, a cidade que ama suas crianças “ !.

 

Obs. O texto foi escrito em 2001.



Escrito por Manoel Donini às 12h49
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